
Além da suspeita de corrupção na compra de uma área rural avaliada em quase R$ 3 milhões, uma segunda operação apura advogados acusados de esvaziar contas bancárias de detentos sem autorização.
Dois presídios catarinenses se tornaram alvo simultâneo de operações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, na manhã desta quinta-feira (23). As ações miram suspeitas distintas, mas igualmente graves: corrupção na ampliação de um presídio na Serra e advogados acusados de desviar recursos de presos na Grande Florianópolis.
A chamada Operação Terra Prometida concentra as investigações no Presídio Masculino de Lages. Segundo o MPSC, o ex-diretor da unidade teria articulado, em 2025, o pagamento antecipado de uma indenização referente à compra de um terreno rural adjacente ao presídio, avaliado em R$ 2,85 milhões, em troca de vantagem financeira indevida. As suspeitas vieram à tona a partir de conversas encontradas em celulares e computadores analisados durante a Operação Carne Fraca. O servidor já estava afastado do cargo em razão de investigações anteriores. Durante os mandados de busca e apreensão, foram recolhidos documentos, aparelhos eletrônicos e equipamentos de informática.
Em paralelo, o GAECO cumpriu três mandados nas cidades de São José, Florianópolis e Palhoça para investigar advogados vinculados à Penitenciária de São Pedro de Alcântara. A suspeita é de que os profissionais realizavam transferências e saques nas contas dos detentos usando procurações obtidas de forma irregular, com assinaturas que os próprios presos não compreendiam ao assinar. Em alguns casos, as movimentações continuaram mesmo após o encerramento dos contratos de representação.
Representantes da OAB acompanharam as buscas para assegurar o cumprimento das normas. Todo o material apreendido será submetido à análise da Polícia Científica. As investigações correm sob sigilo, e as autoridades não descartam a identificação de novos envolvidos.
A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social confirmou colaboração com o GAECO desde o início das apurações e informou que o ex-diretor já estava previamente afastado quando as operações foram deflagradas.
📸 MPSC/Divulgação
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