
A queda de um avião no Paraguai terminou em morte, dinheiro espalhado pelo chão e uma investigação que agora também apura golpes após o acidente. O caso aconteceu no sábado (18), perto do Aeroporto Internacional Guaraní, em Minga Guazú, no departamento de Alto Paraná.
A aeronave era um Cessna 402B, matrícula ZP-BEE, operada pela Aerotax S.A. em serviço para a Prosegur, empresa ligada ao transporte de valores. Conforme informações das autoridades aeronáuticas paraguaias, o voo levava quatro ocupantes — dois tripulantes e dois passageiros vinculados à operação de segurança/valores.
Segundo a DINAC (Direção Nacional de Aeronáutica Civil), houve falha no motor esquerdo durante o trajeto, o que teria provocado a queda. O piloto morreu no local. Os outros ocupantes foram socorridos e encaminhados para atendimento médico.
Relatos divulgados pela imprensa indicam que a missão transportava dinheiro em espécie — aproximadamente US$ 5 milhões e R$ 15 milhões, totalizando quase R$ 40 milhões — em deslocamento de Ciudad del Este para Assunção. Com o impacto, malotes teriam se rompido, e cédulas ficaram espalhadas na área do acidente.
Testemunhos apontam que moradores chegaram rapidamente e recolheram parte do dinheiro antes da chegada completa das equipes oficiais. A polícia informa que cerca de US$ 2 milhões ainda estariam desaparecidos.
Nos dias seguintes, o episódio ganhou um novo capítulo: denúncias apontam que criminosos estariam se passando por policiais e promotores, usando uniformes falsos para tentar recuperar valores por meio de golpes e extorsão. As autoridades afirmam que seguem com diligências para identificar envolvidos no saque e nas fraudes relatadas.
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