
Uma semana foi suficiente para que os primeiros sinais de esperança aparecessem. Cauan de Lima, 20 anos, morador de Três Barras, no Norte de Santa Catarina, passou pela aplicação de polilaminina — substância que vem despertando atenção pelo potencial de recuperação em casos de lesão medular — e já apresenta respostas motoras que emocionam quem acompanha sua trajetória.
O procedimento foi realizado no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, administrado pelo Instituto Maria Schmitt (Imas), e representa a quarta aplicação da substância feita na unidade desde março. No mesmo dia, outro jovem, Kauan Lori Toledo de Aguiar, 24 anos, de Imbituba, também passou pelo tratamento — ambos vítimas de acidentes de motocicleta e, curiosamente, com o mesmo nome em grafias distintas.
A história de Cauan começou de forma trágica na véspera do Natal do ano passado, quando ele foi encontrado pelos bombeiros às margens de uma via no bairro Vila Nova, em Três Barras. Consciente, mas desorientado, o jovem apresentava escoriações, suspeita de fratura no joelho direito e sinais de comprometimento na coluna. O diagnóstico confirmado no hospital foi de lesão medular completa, que o deixou sem movimento nem sensibilidade da cintura para baixo.
Após cirurgia de estabilização no Hospital São Vicente, em Mafra, a busca por alternativas terapêuticas começou a partir da iniciativa da família e da fisioterapeuta Veridiane Nayzer, que acompanha o caso. Foi ela quem pesquisou o tratamento, entrou em contato com equipes de fora do estado e, por meio de uma mensagem enviada diretamente ao médico responsável pelo procedimento, Angelo Formentin, conseguiu viabilizar a aplicação para Cauan — mesmo ele estando fora dos critérios iniciais do estudo, que previa o tratamento em até 72 horas após a lesão.
O esforço valeu. Dias após o procedimento, Cauan começou a mexer os pés. “É de arrepiar”, disse Veridiane ao descrever o momento.
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