
A Venezuela vive um dos momentos mais críticos de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na última quarta-feira (24). Em nova atualização, a presidente interina Delcy Rodríguez confirmou 589 mortos e 2.980 feridos na tragédia que devastou cidades inteiras e deixou milhares de famílias em situação de extrema vulnerabilidade.
O número de feridos foi revisado para baixo em relação à estimativa anterior, o que indica que parte das vítimas já pode ter recebido alta hospitalar. Ainda assim, o cenário segue dramático, com hospitais sobrecarregados, estruturas colapsadas e equipes locais trabalhando no limite para localizar desaparecidos e prestar atendimento às comunidades atingidas.
Nesta sexta-feira (26), o país começou a receber reforço internacional. Equipes de busca e resgate de México, Chile, El Salvador, Estados Unidos e Catar já desembarcaram em território venezuelano, além de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU). Times da Colômbia, República Dominicana e Espanha também estão a caminho para somar esforços nas operações.
O Brasil integra esse movimento de solidariedade global. Uma equipe brasileira composta por 44 especialistas em resposta a desastres seguirá para a Venezuela a bordo de um avião KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB). Participam da missão profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que vão atuar na logística, comunicação e suporte às ações de salvamento.
Em meio aos escombros, à dor e à incerteza, cada equipe que chega ao país representa uma nova esperança de encontrar sobreviventes, apoiar famílias em luto e reconstruir, pouco a pouco, o que foi destruído pelos terremotos.

