

A Barragem Norte, em José Boiteux, avançou para uma etapa decisiva de recuperação. Uma das comportas metálicas, que estava tomada pela ferrugem e com o funcionamento comprometido, foi retirada da estrutura para passar por revitalização.
A peça apresentava forte oxidação e já não operava como deveria, o que limitava a capacidade da barragem de controlar o nível da água em períodos de chuva intensa. Agora, ela está em processo de requalificação, dentro de um pacote de obras que busca devolver a plena operação à maior barragem de contenção de cheias de Santa Catarina, após 22 anos sem reformas estruturais.
Com investimento de R$ 9,9 milhões do governo do Estado, a intervenção tem como meta preparar a estrutura antes da chegada da primavera e do verão, épocas em que o risco de enchentes aumenta, especialmente em anos marcados por fenômenos como o El Niño.
A Barragem Norte é a principal entre as três barragens do Vale do Itajaí: tem capacidade para 357 milhões de m³ de água, volume superior à soma das barragens de Taió e Ituporanga, e é considerada peça-chave na mitigação de cheias na região.
Nesta fase, os trabalhos se concentram na operação das comportas. Foi feito um aterro provisório na galeria de descarga para permitir acesso, limpeza de galhos e detritos e redução do nível da água nas chamadas “tulipas”, por onde ocorre a tomada d’água. Além da remoção da comporta, os êmbolos do sistema hidráulico também foram desmontados para passar por reusinagem, já que estavam emperrados pela oxidação.
Após essa etapa, começa a reforma da casa de máquinas e do sistema de comando, com instalação de novo conjunto hidráulico, ponte rolante, guarda-corpos, cercamento e outras melhorias para modernizar a operação. Enquanto a modernização não é finalizada, a movimentação das comportas poderá ser feita com apoio de equipamentos da Celesc, responsável pelo acionamento hidráulico por contrato com o Estado.
A obra foi recentemente vistoriada pelo governador Jorginho Mello, em meio a protesto de indígenas da Terra Indígena Laklãnõ, que cobram o cumprimento integral do acordo de compensação pela utilização da barragem, incluindo moradias, escola, museu e outras estruturas previstas.
Imagens: Luciano Cerin

