
Um balanço divulgado pelo governo federal aponta 45 episódios de violência política no Brasil desde sábado (24), com 47 vítimas e dez mortes. Santa Catarina está entre os cinco estados com mais registros, junto de Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. O levantamento inclui agressões, atropelamentos intencionais, ataques a tiros, violência contra indígenas e suspeitas de abuso policial.
Em Florianópolis, dois episódios ganharam destaque. A Polícia Civil investiga a agressão de um homem de 28 anos, que teria sido espancado pelo primo, assessor de Jair Renan Bolsonaro, após o resultado eleitoral. A vítima sofreu ferimentos na cabeça e fraturou o braço. A Justiça concedeu medidas protetivas à família.
Na mesma noite, um motociclista de 24 anos foi atropelado por uma viatura da Polícia Militar Rodoviária durante uma comemoração nos Ingleses. Ele segue internado. A Justiça determinou sua soltura e a apuração da conduta dos policiais envolvidos.
Também circularam listas de estabelecimentos apontados por supostas preferências políticas. Em Jaraguá do Sul, uma relação com 33 comércios foi compartilhada pelo WhatsApp; empresas citadas negaram ter declarado apoio partidário. Em Praia Grande, a prefeitura informou o desligamento de um servidor que elaborou uma lista acompanhada de mensagens de incentivo a boicotes. Há relatos de listas semelhantes em Criciúma.
O governo federal informou que acompanhará as investigações. A Polícia Federal ficará responsável por crimes de competência federal, enquanto denúncias de violência policial serão encaminhadas às corregedorias. O balanço não esclarece se os episódios catarinenses citados estão incluídos nas 45 ocorrências.
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