
A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina encerrou mais um capítulo da Operação Mensageiro com uma condenação expressiva: Adriano Poffo, ex-prefeito de Ibirama, recebeu pena total de 13 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado, acrescida de 3 anos e 6 meses de detenção em regime semiaberto.
O acórdão, assinado pela desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer, reconheceu 19 episódios distintos de corrupção passiva envolvendo o ex-gestor municipal. As acusações sustentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina apontam para um esquema estruturado de recebimento de propina mensal entre 2017 e 2019, direcionamento ilegal de licitações e favorecimento de empresa privada em contratos públicos — especialmente nas áreas de coleta de lixo e serviços urbanos.
Além das penas de prisão, Poffo deverá pagar 69 dias-multa e ficará proibido de ocupar qualquer cargo ou função pública por oito anos após o cumprimento da sentença. A decisão também determina a perda do mandato eletivo, medida justificada pela gravidade das condutas e pelo abuso direto da posição de autoridade.
Outros oito réus foram condenados no mesmo processo, entre empresários e colaboradores. Parte deles obteve redução de pena em razão de acordos de colaboração premiada firmados durante as investigações.
Considerada uma das maiores apurações de corrupção municipal já conduzidas em Santa Catarina, a Operação Mensageiro atingiu diversas cidades do estado e resultou em prisões preventivas, afastamentos de prefeitos e bloqueios de bens ao longo de suas fases. Poffo chegou a ser detido preventivamente em abril de 2023, durante a quarta fase da operação, antes de ter a prisão revogada. Os condenados ainda podem recorrer às instâncias superiores.
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