
A Volkswagen iniciou nesta quinta-feira (9) uma rodada decisiva de negociações que pode mudar profundamente o mapa da indústria automotiva na Alemanha. Em pauta, está a proposta de encerrar quatro fábricas – Zwickau, Emden, Hannover e Neckarsulm (Audi) – com possibilidade de demissão de até 100 mil funcionários.
O encontro ocorre na sede da empresa, em Wolfsburg, em meio a forte pressão de sindicatos e acionistas. O CEO Oliver Blume tenta convencer o conselho fiscal a aprovar uma ampla reestruturação das marcas Volkswagen, Audi e Porsche, diante de um cenário de custos altos na Alemanha, queda na venda de carros elétricos, avanço de concorrentes chinesas e novas barreiras comerciais.
Informações de bastidores indicam um fechamento gradual das plantas: Zwickau e Emden podem ter produção descontinuada em até cinco anos; Hannover teria atividades encerradas em 2032; e Neckarsulm, em 2034. Consultorias apontam que as unidades alemãs já operam abaixo da capacidade e tendem a ficar ainda mais ociosas na próxima década.
Enquanto a diretoria discute cortes, do lado de fora cerca de 400 trabalhadores protestam com faixas e bandeiras do sindicato IG Metall, prometendo resistir à extinção de postos de trabalho e ao fechamento de fábricas. Em nota, a Volkswagen diz entender a preocupação dos funcionários, mas afirma que reduzir a capacidade excedente e simplificar estruturas é, segundo a empresa, essencial para manter a competitividade global.

