
O clima esquentou no cenário político de Indaial. O legislativo municipal se reúne para decidir se abre ou não um processo de investigação contra o vereador Diogo de Pinho. O parlamentar está no centro de uma grave denúncia de quebra de decoro e infração político-administrativa. O estopim da crise foi uma suposta tentativa de cooptação: ele teria oferecido a um servidor público concursado um cargo de confiança com remuneração extra de quase seis mil reais mensais. A condição para o benefício financeiro seria a saída imediata do funcionário de seu atual partido político.
A situação se torna ainda mais delicada com o relato de que, após a recusa da oferta, o servidor teria sofrido retaliações diretas envolvendo o pagamento de seus adicionais por tempo de serviço. O dossiê apresentado contra o parlamentar contém um conjunto robusto de provas, incluindo registros em vídeo, documentos e atas registradas em cartório. Em sua defesa, o político tentou minimizar a gravidade do episódio, alegando que as conversas não passavam de um tom de brincadeira, sem intenções reais.
O futuro do mandato agora está nas mãos do plenário. A sessão, marcada para as 18h30 com transmissão ao vivo, definirá o rumo do caso por maioria simples. Se os parlamentares aceitarem a denúncia, uma comissão especial será formada por sorteio para investigar a fundo a história, com um prazo de três meses para finalizar os trabalhos. A perda definitiva do cargo, no entanto, só acontece no fim desse processo e exige a aprovação de dois terços da casa.
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