
O clima de tensão nos corredores do Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo. A presidência da Corte decidiu retirar da pauta de votações o pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, que estava marcado para a próxima semana. A manobra congela o andamento do processo, deixando o futuro do caso em aberto e sem qualquer previsão de uma nova data para análise no plenário.
A crise interna explodiu após Mendonça expor supostas trocas de mensagens entre outro magistrado da Corte e um banqueiro investigado. Como reação, um pedido formal de apuração foi protocolado contra Mendonça, utilizando como munição relatórios de inteligência policial que estão anexados a inquéritos sigilosos em tramitação no tribunal desde 2019.
A suspensão do julgamento ocorreu porque os ministros esbarraram em um obstáculo processual e ainda não chegaram a um consenso sobre como conduzir a crise. O grande impasse no momento é definir se as acusações cruzadas envolvendo os magistrados devem ser julgadas em um único bloco ou de forma totalmente separada.
Essa indefinição já havia gerado um embate acalorado no plenário. A votação sobre a unificação dos casos contava com um placar apertado contra a junção, mas foi abruptamente paralisada após um pedido de vista, logo em seguida a uma forte discussão entre os membros da Corte. Diante desse cenário de incertezas e questionamentos sobre a própria relatoria do processo, a presidência optou por frear o julgamento de Mendonça até que as regras de condução sejam definitivamente resolvidas.
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