
A decisão da Prefeitura de Blumenau de encerrar os contratos com a empresa responsável pela vigilância armada nas escolas municipais acendeu um debate que chegou com força ao plenário da Câmara de Vereadores. Na sessão desta terça-feira (9), os parlamentares aprovaram por unanimidade a realização de uma audiência pública para discutir o tema — uma resposta direta à medida do Executivo que gerou preocupação em pais, professores e toda a comunidade escolar.
A proposta partiu do vereador Professor Gilson de Souza, que defende a ampliação da participação popular na definição do modelo de segurança a ser adotado nas unidades de ensino. A data e o horário da audiência ainda serão estabelecidos.
No debate que antecedeu a votação, o histórico recente da cidade pesou sobre as falas dos vereadores. O ataque ao Centro de Educação Infantil Cantinho Bom Pastor, em 2023, foi relembrado como um marco que justificou a adoção da vigilância armada e que torna qualquer mudança nessa estrutura uma decisão de grande responsabilidade.
O vereador Alexandre Matias, que ocupava a secretaria de educação quando o serviço foi contratado, explicou que a rescisão está diretamente ligada ao fato de a empresa prestadora ter se tornado alvo do Gaeco, o grupo especializado no combate a organizações criminosas. Já o vereador Adriano Pereira destacou que a mudança gerou apreensão entre famílias e educadores.
A prefeitura defende que a saída dos vigilantes faz parte de uma transição para um novo modelo, baseado em porteiros qualificados e tecnologias de monitoramento eletrônico. O tema também é acompanhado por uma comissão especial da Câmara voltada à segurança escolar.

