
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi condenada pela Justiça de Santa Catarina pelos crimes de falsa identidade e estelionato. Ela teria enganado uma família de Joinville ao afirmar que era uma menina de 11 anos e acabou sendo acolhida pelos moradores durante cerca de 14 meses.
A sentença estabeleceu pena de um ano, seis meses e 10 dias de reclusão, além de quatro meses e 18 dias de detenção. As duas condenações deverão ser cumpridas, inicialmente, em regime semiaberto. A prisão preventiva também foi mantida.
Conforme o processo, Amanda teria chegado até a família por intermédio de um pastor. No primeiro contato, ela se apresentou como Gabriele, disse ter 18 anos, afirmou trabalhar com panificação e relatou estar em busca de emprego.
Depois de conquistar a confiança do casal, a mulher teria alterado a própria história. Passou a dizer que tinha apenas 11 anos e que havia sido vítima de abusos. Sensibilizados com o relato, os moradores permitiram que ela permanecesse na casa. Durante o período em que viveu com a família, Amanda teria sido tratada como filha adotiva.
As desconfianças surgiram no fim de maio, quando uma tia dos moradores pesquisou o nome usado pela mulher e encontrou informações sobre episódios semelhantes em outras cidades. A polícia foi chamada e Amanda foi presa no dia 2 de junho, dentro da residência.
Durante a investigação, ela teria admitido o uso de estratégias parecidas em outros municípios, como Curitiba e Nova Iguaçu, além de cidades de Minas Gerais, Goiás e Ceará.
A defesa informou que pretende recorrer da decisão. Os advogados afirmam que irão buscar a reforma da sentença e a absolvição da ré.
