
Jovem de 16 anos, apontado como companheiro da vítima, foi localizado após deixar o local e alegou à polícia que o disparo teria sido acidental.
A morte de Stefani Larine Johann, de 25 anos, mobilizou as forças de segurança de Palmitos, no Oeste de Santa Catarina, na manhã desta segunda-feira (17). Servidora pública e mãe de um menino que fará 4 anos em setembro, ela foi encontrada sem vida dentro de casa após ser atingida por um disparo de arma de fogo no rosto.
A ocorrência é tratada pela Polícia Militar como feminicídio. A Polícia Civil também investiga as circunstâncias da morte. O principal suspeito é um adolescente de 16 anos, que mantinha um relacionamento com Stefani e foi apreendido durante as diligências.
Segundo a PM, o jovem procurou inicialmente o quartel do Corpo de Bombeiros e informou que a companheira havia sido baleada. Depois, deixou o local. Os policiais o encontraram na casa de um familiar. Conforme o relato da corporação, ele estava alterado e admitiu ter realizado o disparo, mas afirmou que o tiro ocorreu de maneira acidental.
As buscas levaram os agentes até uma área de vegetação nos fundos do imóvel, onde foi encontrado um revólver calibre .38 com a numeração suprimida. A arma estava carregada com cinco munições, quatro intactas e uma já deflagrada. Também foram apreendidas cerca de 40 gramas de maconha e oito porções de cocaína.
Uma vizinha, de 57 anos, foi ouvida e relatou que o adolescente teria pedido ajuda após o disparo. De acordo com o comandante do 2º BPM/Fron, coronel Rafael Antônio da Silva, o adolescente possui três registros policiais anteriores, sem ocorrências relacionadas à vítima.
Stefani trabalhava como auxiliar de serviços gerais na Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes e atuava no Núcleo Educacional Municipal Leonida Alda Nardin Spessatto. A prefeitura publicou uma nota de pesar e lamentou a morte da servidora, destacando o impacto causado na comunidade escolar.
O adolescente foi apreendido em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Palmitos, acompanhado pelo Conselho Tutelar. A arma, os projéteis e os entorpecentes também foram entregues às autoridades responsáveis pela investigação.
Foto: 2º Batalhão de Polícia Militar/Divulgação
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