
Investigação aponta uso de empresas, redes sociais e grupos de mensagens para movimentar negócios e dar aparência regular à atividade.
Uma investigação do GAECO colocou sob suspeita uma estrutura que, segundo o Ministério Público de Santa Catarina, teria sido montada para facilitar o comércio ilegal de animais silvestres e exóticos. A Operação Gaiola de Ouro foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (3), com o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em quatro cidades.
As ações ocorreram em Blumenau, Indaial, Barra Velha e Criciúma. Conforme as informações levantadas durante a investigação, empresas regularmente registradas teriam sido utilizadas pelos investigados para encobrir ou conferir aparência legítima às operações envolvendo os animais.
A comercialização não estaria restrita a negociações presenciais. Segundo as apurações, os suspeitos também recorriam a plataformas digitais, redes sociais e grupos de mensagens para tratar da compra, venda e transporte dos animais. A investigação considera ainda a possibilidade de atuação em operações interestaduais.
O caso envolve suspeitas que vão além do comércio clandestino. Os investigados são apurados por possível uso de documentação falsa, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e maus-tratos aos animais. A análise dos documentos e equipamentos recolhidos deverá ajudar as autoridades a identificar a dimensão da atividade e a movimentação financeira relacionada ao grupo.
Durante a ofensiva, foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos e registros financeiros. O material será analisado pelos investigadores para buscar novas evidências e esclarecer a participação dos envolvidos.
A operação teve apoio da Polícia Militar Ambiental, do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina e da Receita Estadual. As investigações permanecem sob sigilo, e os detalhes sobre eventuais responsáveis e outras medidas judiciais ainda dependem do avanço da apuração.
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Foto: Divulgação / MPSC
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