
O El Niño que influencia o clima entre 2026 e 2027 voltou a ganhar força no Oceano Pacífico e está próximo de atingir a categoria considerada muito forte. A temperatura da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4 chegou a uma anomalia de , apenas abaixo do patamar de .
O aquecimento ocorre em uma área do Pacífico chamada de “bolha de água quente”, que abrange os primeiros 300 metros abaixo da superfície. A passagem de uma nova onda da Oscilação Madden-Julian pode intensificar esse processo nos próximos dias e elevar ainda mais as temperaturas do oceano.
A previsão é de que o fenômeno alcance seu pico entre outubro e dezembro. O aumento do calor no Pacífico pode alterar a distribuição das chuvas em diferentes regiões do Brasil.
Para o Sul do país, os modelos indicam períodos de chuva intensa até 24 de setembro. Os acumulados podem ultrapassar 470 milímetros nos três estados da região, com maior concentração prevista para o Oeste de Santa Catarina e o Noroeste do Rio Grande do Sul.
Também são esperados volumes elevados de precipitação em áreas do Amazonas, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e no Nordeste até o fim de agosto.
A escala utilizada para representar as anomalias de temperatura do El Niño teve o limite máximo ampliado para . A mudança permite visualizar uma faixa maior de aquecimento nos mapas meteorológicos. Apesar da proximidade do nível de , a classificação oficial e os efeitos regionais ainda dependem da evolução das condições oceânicas e atmosféricas.
