
O diretor de uma escola de Indaial foi afastado preventivamente do cargo após o recebimento de denúncias de suposto assédio sexual envolvendo professoras e estudantes. Os relatos foram encaminhados à Polícia Civil por meio de registros formais e também passaram a ser analisados pela administração municipal.
A Prefeitura publicou, em 24 de agosto, decretos que retiraram o servidor da direção e determinaram seu afastamento temporário das atividades. Ele não foi exonerado do serviço público e deverá retornar ao cargo de origem. Durante o período de apuração, continuará recebendo a remuneração.
Entre os relatos registrados está uma denúncia apresentada na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso. O documento descreve supostos comentários de teor sexual e comportamentos considerados constrangedores por uma profissional que trabalhou na unidade de ensino.
Também foram mencionadas possíveis situações envolvendo outras professoras e alunas. De acordo com os relatos, algumas profissionais teriam adotado cuidados para evitar ficar sozinhas com o então diretor, como manter portas abertas e procurar permanecer acompanhadas.
Uma das denúncias envolve uma adolescente de 13 anos. O conteúdo do relato não será divulgado para preservar a identidade da menor e evitar sua exposição.
Além da investigação policial, a Prefeitura instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conduzido por uma comissão formada por três servidores municipais. O procedimento tem prazo previsto de até 60 dias para ser concluído.
O afastamento e a abertura das investigações são medidas administrativas e não representam condenação. As denúncias ainda serão analisadas, e o servidor terá direito à defesa e ao contraditório durante o processo.
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