
Moradores de uma comunidade em Jaraguá do Sul, acionaram uma clínica veterinária acreditando que um cão comunitário estava com alguma doença grave. O animal circulava entre as casas visivelmente debilitado, com a genitália exposta e sinais de sofrimento.
O resgate aconteceu na última sexta-feira (19). Já na clínica, a equipe veterinária fez uma descoberta que chocou todos: não se tratava de uma enfermidade, mas de um ato de violência.
Segundo o biólogo Christian Raboch Lempek, da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), alguém prendeu um lacre na região genital do cachorro, impedindo que ele urinasse corretamente.
Lempek explicou que não é possível saber há quantos dias o animal estava nessa condição, mas destacou a gravidade do caso: para prender o lacre, uma ou mais pessoas provavelmente tiveram que segurar o cão, o que caracteriza uma crueldade extrema.
A lesão é tão séria que existe a possibilidade de amputação da genitália. O episódio reacende o debate sobre maus-tratos contra animais e a necessidade de denunciar situações suspeitas às autoridades e órgãos de proteção ambiental.
Imagem: Ilustrativa

