
Advogado midiático, empresário e novato na política institucional, Abelardo de la Espriella, o “El Tigre”, surgiu como o nome mais votado no segundo turno da disputa presidencial na Colômbia, segundo a apuração preliminar.
Com uma vantagem inferior a 1% sobre o filósofo de esquerda Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, o resultado ainda é contestado: Cepeda anunciou que pedirá recontagem em dezenas de milhares de seções eleitorais, enquanto o governo fala em aguardar o desfecho oficial da contagem.
Nascido em Bogotá em 1978, De la Espriella construiu fama como advogado e empresário antes de entrar na política. Para críticos, ele representa uma direita radical e populista; para apoiadores, é a personificação de uma “coerência extrema”.
Na campanha, prometeu enfrentar com “mão de ferro” o crime organizado, o narcotráfico e a corrupção, que considera os grandes males do país. Por relatar ameaças frequentes, circula escoltado por um numeroso esquema de segurança.
Sem carreira política tradicional, se define como outsider, bem-sucedido e independente. Assume admiração por líderes como Nayib Bukele, Javier Milei e Donald Trump e diz rejeitar governar “com os de sempre”, referência às velhas elites políticas colombianas.
À frente do movimento Defensores da Pátria, ele canalizou o sentimento de frustração de parte do eleitorado, que responsabiliza a classe política tradicional pela crise prolongada do país. O desfecho oficial da eleição dirá se “El Tigre” será, de fato, o próximo presidente da Colômbia.
Imagem: Charlie Cordero/Reuters

