
O Frescal de São Joaquim acaba de conquistar um reconhecimento histórico. Nesta terça-feira (19), o INPI, Instituto Nacional de Propriedade Industrial, concedeu ao produto a Indicação de Procedência, um selo de autenticidade regional que garante que apenas produtores do município catarinense poderão fabricar e comercializar a carne com esse nome. O produto já era reconhecido como Patrimônio Cultural de Santa Catarina, e agora ganha proteção jurídica em nível nacional.
A lógica é parecida com a do Champagne francês: assim como a famosa bebida só pode ser chamada assim se produzida na região específica da França que leva esse nome, o Frescal autêntico só poderá vir de São Joaquim. Qualquer fabricante de fora do município estará impedido de usar a denominação.
O INPI destacou que essa exclusividade não é arbitrária. As características únicas do território, como o gado criado solto em pastagens de altitude e o clima com baixas temperaturas, influenciam diretamente na maciez e no sabor inconfundível da carne maturada por 48 horas.
A origem do Frescal remonta ao século 18, quando tropeiros gaúchos salgavam a carne para conservá-la durante as longas viagens até Sorocaba. Com o tempo, os produtores catarinenses foram refinando a técnica até chegar ao preparo artesanal que existe hoje. O nome, curiosamente, teria sido dado por um jornalista paulista que avaliou sua consistência há cerca de 50 anos.
Com o selo, a expectativa é de valorização econômica para toda a Serra Catarinense, atraindo novos mercados e impulsionando o turismo regional. Santa Catarina soma agora 11 Indicações Geográficas reconhecidas pelo INPI.
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