
Uma cena digna de filme de ficção científica foi registrada no dia 1º de maio no céu de Bogor, na Indonésia. Uma nuvem exibindo tons intensos de verde, rosa e azul surgiu entre as demais e rapidamente tomou as redes sociais, deixando internautas ao redor do mundo sem acreditar que a imagem era real. Mas é: o fenômeno tem explicação científica e nome próprio, chama-se iridescência.
Diferente do arco-íris convencional, que se forma quando a luz solar atravessa gotas de chuva no lado oposto ao Sol, a nuvem iridescente não depende da chuva. Ela surge a partir de um processo chamado difração, no qual os raios solares atingem partículas extremamente finas de água ou cristais de gelo suspensos na atmosfera e, em vez de atravessá-las diretamente, contornam esses obstáculos, espalhando-se em múltiplas direções e revelando as cores do espectro luminoso.
Para que o espetáculo aconteça, no entanto, é preciso que essas partículas tenham tamanhos extremamente uniformes, uma condição raramente encontrada de forma natural na atmosfera. Por isso o fenômeno é considerado tão incomum.
Segundo a NASA, as nuvens iridescentes aparecem com mais frequência em formações altas e recém-formadas, como altocúmulos e cirros, que são mais finas e permitem maior passagem de luz. O efeito desaparece rapidamente, em minutos, à medida que a nuvem absorve mais vapor de água e se torna densa demais para dispersar a luz.
A posição do observador em relação ao Sol e à nuvem também precisa ser precisa para que as cores sejam visíveis, o que torna cada registro um momento verdadeiramente raro.
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