
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou neste sábado (2) a detenção do empresário e aviador Willian Frederico Jaeger, oriundo de Ibirama, no interior catarinense. A medida foi tomada após o encerramento definitivo do processo judicial que resultou em uma pena de cinco anos de reclusão, em decorrência de sua participação nos bloqueios que paralisaram rodovias de Santa Catarina no período pós-eleitoral de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva saiu vitorioso das urnas.
Jaeger responde pelas acusações de integrar organização criminosa e de tentativa de ruptura violenta do Estado Democrático de Direito. A pena será cumprida em regime semiaberto. A Polícia Federal recebeu a incumbência de executar o mandado, mas até o momento não há confirmação sobre a efetivação da prisão.
De acordo com os autos, o empresário esteve presente nas obstruções da BR-470, em Rio do Sul, entre o final de outubro e o começo de novembro de 2022. Ele chegou a ser detido em flagrante sob a acusação de arremessar pedras e empunhar barras de ferro contra agentes da Polícia Rodoviária Federal durante a dispersão dos manifestantes. Os policiais saíram ilesos graças ao uso de capacetes. Jaeger deixou a custódia após o pagamento de fiança no valor de R$ 50 mil.
A defesa contesta a sentença e requer a detração penal referente ao período em que o réu esteve submetido a medidas restritivas, como recolhimento domiciliar noturno e monitoramento por tornozeleira eletrônica, somando 1.240 dias. Os advogados pedem revisão da pena e a fixação do regime aberto. O requerimento foi protocolado no STF no dia 22 de abril.
Imagem: Metrópole /Reprodução

