
Fenômeno climático previsto para o segundo semestre de 2026 pode atingir Santa Catarina com forte intensidade e já mobiliza medidas preventivas em dezenas de municípios.
O Ministério Público de Santa Catarina iniciou procedimentos em mais de 60 cidades do estado para exigir ações preventivas diante da previsão de chegada do El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo análises da Defesa Civil e da Epagri, o fenômeno apresenta sinais de consolidação e pode ocorrer com intensidade considerada muito forte.
A atuação é coordenada pelo Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, que busca antecipar medidas para reduzir impactos causados por enchentes, deslizamentos e outros eventos extremos. Entre os pontos cobrados estão a preparação da assistência social, atualização da estrutura de abrigos para famílias e animais, além da fiscalização dos recursos destinados à Defesa Civil.
No Alto Vale do Itajaí, o promotor de Justiça de Rio do Sul, Adalberto Exterkötter, já desenvolve ações preventivas voltadas às áreas mais vulneráveis. O trabalho inclui fiscalização de construções em regiões sujeitas a alagamentos e a campanha “Construa em área livre de enchente”, divulgada em rádios, emissoras de TV e outdoors.
Na capital catarinense, a Prefeitura de Florianópolis recebeu recomendação para apresentar, em até 30 dias, medidas imediatas de prevenção contra enchentes e deslizamentos. Entre as exigências está a criação de protocolos específicos para resgate e acolhimento de animais durante desastres naturais.
De acordo com o Ministério Público, a falta de locais adequados para abrigar animais faz com que muitas famílias resistam em deixar áreas de risco, dificultando evacuações em situações de emergência.
Foto: Divulgação
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