
A influenciadora digital Jenifer Milbratz Stainzack, moradora de Pomerode, e conhecida nas redes sociais por integrar o chamado “casal alemão”, veio a público se pronunciar após uma decisão judicial que condenou um youtuber a indenizá-la em R$ 15 mil por difamação. A sentença, proferida em primeira instância, também determinou a exclusão definitiva dos conteúdos considerados ofensivos e vedou qualquer associação futura da imagem da influenciadora ao nazismo.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Jenifer relatou que tudo começou após a publicação de um conteúdo seu intitulado “Como Fazer um Bebê Alemão”, que ela descreveu como um vídeo de caráter familiar e bem-humorado. A repercussão, no entanto, tomou um rumo inesperado quando o youtuber Márcio Luiz Rolim de Souza publicou uma resposta com centenas de milhares de visualizações, na qual a associava falsamente ao nazismo, à eugenia e ao racismo. A avalanche de ataques que se seguiu atingiu não apenas a influenciadora, mas também sua família.
“Essa exposição gerou ataques e ameaças contra mim e minha família. E mesmo depois de processado, ele continuou me atacando publicamente e chegou a me chamar de cadelinha de nazistas, expressão registrada no próprio processo”, relatou Jenifer em seu pronunciamento.
Para a influenciadora, a decisão vai muito além do valor financeiro fixado. “A justiça reconheceu que ele ultrapassou os limites da liberdade de expressão. Embora seja uma decisão de primeira instância, ela representa um marco importante ao mostrar que imputações falsas de nazismo podem sim gerar responsabilização”, declarou.
Do outro lado, o youtuber condenado afirmou estar tranquilo diante da sentença e confirmou ter acatado temporariamente a determinação de ocultar os conteúdos mencionados no processo. Ele, no entanto, sinalizou que pretende recorrer da decisão, reforçando sua crença na liberdade de expressão e seu direito de manifestação como comunicador público. “A gente vai recorrer e vai ter um novo resultado”, disse Márcio. A decisão, de fato, ainda está sujeita a recurso e pode ser revista em instâncias superiores.
Imagem: Redes Sociais

