
Investigação aponta que líderes criminosos conseguiram domiciliar com documentos fraudados e fugiram após romper tornozeleiras
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) revelou um esquema de emissão de atestados médicos falsos que pode ter beneficiado ao menos 20 detentos em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. A fraude teria garantido a saída da prisão para cumprimento de pena em regime domiciliar.
De acordo com as investigações, a maioria dos favorecidos ocupa posições de liderança em organizações criminosas. Após deixarem a unidade prisional com o uso de tornozeleira eletrônica, vários deles teriam rompido o dispositivo e passado à condição de foragidos.
A operação, realizada nesta terça-feira (5), resultou na prisão de quatro suspeitos, entre eles um médico e uma advogada apontados como peças centrais do esquema. Mandados também foram cumpridos em cidades de Santa Catarina e do Paraná, com apreensão de celulares, computadores e documentos que devem ajudar a esclarecer a dinâmica da fraude.
Os investigadores identificaram que os valores cobrados pelos atestados variavam. Em alguns casos, os documentos teriam custado cerca de R$ 300. Em outros, há indícios de pagamento com bens, como terrenos.
Durante o cumprimento de um dos mandados, houve um incidente envolvendo o médico investigado, que efetuou um disparo e atingiu o pé de um policial. Apesar disso, a ação foi concluída e os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional.
Os advogados de defesa afirmaram que ainda aguardam acesso completo aos autos e sustentam a inocência dos clientes.
Foto: Gaeco,/Divulgação
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