
Nova análise de câmeras e laudos veterinários levaram o MPSC a pedir o arquivamento da investigação sobre a morte do animal em Florianópolis
O Ministério Público de Santa Catarina solicitou o arquivamento da investigação sobre a morte do cão “Orelha”, caso que gerou ampla repercussão nas redes sociais e mobilizou manifestações em diferentes cidades do país no início deste ano. A decisão foi tomada após novas análises das provas reunidas durante o inquérito.
Segundo o MPSC, uma reavaliação das imagens de câmeras de segurança identificou divergências de aproximadamente 30 minutos entre os horários registrados pelos sistemas de monitoramento. Com a correção da linha do tempo, a Promotoria concluiu que os adolescentes investigados não estavam com o animal no momento em que a suposta agressão teria ocorrido.
As investigações também apontaram que o cão continuou caminhando normalmente cerca de uma hora depois do horário inicialmente relacionado ao possível ataque.
Os laudos veterinários anexados ao processo afastaram indícios de maus-tratos. Conforme o Ministério Público, a exumação do corpo não encontrou fraturas nem lesões compatíveis com violência física. Os exames indicaram que “Orelha” sofria de osteomielite, uma infecção óssea grave e crônica na mandíbula, considerada a principal causa do agravamento do estado de saúde do animal, que posteriormente foi submetido à eutanásia.
O órgão ainda informou que não foram encontrados vídeos ou testemunhas capazes de comprovar diretamente a agressão denunciada. De acordo com a Promotoria, grande parte da repercussão do caso se baseou em relatos indiretos e conteúdos compartilhados nas redes sociais.
A morte de “Orelha” causou forte comoção popular no Brasil e chegou a repercutir internacionalmente, gerando protestos e campanhas em defesa dos animais.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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