
Com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro (PL) encerrou o segundo turno com 48,23% dos votos válidos, ante 51,77% do presidente eleito.
A derrota também abre uma nova etapa na trajetória política do senador. Como não disputou a reeleição ao Senado, Flávio deverá deixar o Congresso em fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura. Sem mandato, ele perde o foro por prerrogativa de função ligado ao cargo, e eventuais processos poderão tramitar na primeira instância, conforme as regras aplicáveis a cada caso.
O futuro político do senador também é acompanhado por investigações da Polícia Federal. Uma delas apura repasses feitos pelo empresário Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. Os investigadores buscam esclarecer a origem dos valores e se houve irregularidades na operação.
Outra investigação examina possíveis vínculos entre Flávio e o advogado Willer Tomaz, suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. A apuração procura determinar a natureza da relação entre ambos e se houve movimentações financeiras relevantes.
Com o fim do mandato, Flávio deverá conciliar a tentativa de manter espaço como liderança política do bolsonarismo com os desdobramentos das investigações. Até o momento, as apurações citadas não representam, por si só, uma condenação.
Imagem: Reproduçao – Estadão
