
A Justiça determinou uma pena severa para um caso que chocou o Norte catarinense. O ex-presidente da Associação de Surdos de Jaraguá do Sul, que também atuava como professor de Libras, e seu marido foram condenados por uma série de crimes sexuais cometidos contra estudantes com deficiência auditiva. A sentença, proferida nesta terça-feira (29), aplicou penas que, somadas, ultrapassam meio século de reclusão.
Paulo Sérgio Praxedes do Monte Araújo recebeu uma pena de 29 anos e 8 meses, enquanto Carlos Francisco Priprá foi sentenciado a 24 anos e 10 meses. O inquérito conseguiu identificar formalmente cinco vítimas dos abusos.
As investigações revelaram um esquema cruel de manipulação e quebra de confiança. O casal se aproveitava do prestígio e da forte influência que possuía na comunidade, utilizando suas posições de liderança em escolas, na própria associação e na pastoral de surdos da Igreja Católica para se aproximar dos jovens.
Para garantir que os crimes não fossem descobertos, a dupla recorria a diversas táticas de coação. Os agressores ofereciam vantagens financeiras, faziam ameaças diretas e utilizavam forte chantagem emocional para manter as vítimas em silêncio absoluto.
Os dois homens estão detidos desde o mês de abril. Embora a defesa ainda tenha o direito de recorrer da decisão, a Justiça determinou que ambos continuem cumprindo a pena em regime fechado, sem o direito de aguardar os recursos em liberdade.
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