
O Litoral Norte catarinense registrou uma perda precoce que acende um alerta para a saúde pública. Um homem de apenas 28 anos, sem nenhum histórico de doenças pré-existentes, faleceu em Itajaí vítima de hantavirose. O óbito ocorreu em meados de setembro, mas a confirmação laboratorial foi divulgada apenas nesta semana. Esta é a segunda morte provocada pela infecção no estado em 2026; o primeiro caso fatal do ano havia sido registrado no município de Rio do Campo.
A hantavirose é uma infecção viral extremamente agressiva, capaz de levar o paciente a óbito em um intervalo de apenas 72 horas. A transmissão ocorre por meio do contato com roedores silvestres, principalmente pela inalação de poeira contaminada com a urina, fezes ou saliva desses animais. No caso do jovem de Itajaí, os exames apontaram que a infecção se deu justamente pelo contato com a urina de rato.
A doença costuma atingir pessoas que frequentam áreas rurais, galpões fechados, paióis ou locais de armazenamento com pouca ventilação. Os primeiros sinais da infecção podem ser facilmente confundidos com outras viroses, incluindo febre, tosse seca, dores intensas no corpo e na cabeça, além de náuseas e problemas gastrointestinais. Com a rápida evolução do quadro, o paciente passa a sofrer com uma severa falta de ar.
Para evitar a contaminação, a principal medida é afastar os roedores do convívio humano. Isso inclui manter os terrenos sempre limpos e roçados, descartar entulhos corretamente e armazenar qualquer tipo de alimento em recipientes completamente vedados.
Imagem: Rato-Do-Arroz (Oligoryzomys nigripes) — Foto: oliprioli / iNaturalist
