
Uma operação de fiscalização revelou um ambiente de extrema precarização nos bastidores de um parque de diversões situado em Pomerode. Durante a vistoria, os auditores flagraram mais de uma centena de pessoas prestando serviços na total informalidade. Ao todo, 108 trabalhadores atuavam sem qualquer tipo de registro formal, sendo tratados apenas como prestadores esporádicos e desamparados de direitos trabalhistas básicos.
Adolescentes e Abusos: A gravidade da situação se intensificou com a descoberta de 14 adolescentes, todos com menos de 16 anos, exercendo atividades no complexo de entretenimento, o que viola as leis de proteção ao menor. Além da exploração precoce, a inspeção identificou práticas financeiras abusivas, como o desconto indevido nos salários para o pagamento de uniformes, e diversas falhas no cumprimento das normas obrigatórias de saúde e segurança ocupacional.
Defesa e Prazos: Após o flagrante, o estabelecimento foi autuado pelas infrações e recebeu um prazo legal para apresentar sua defesa oficial. A direção do complexo de lazer negou veementemente as irregularidades apontadas pelos fiscais. A administração sustenta que opera dentro da mais estrita legalidade, rejeita as acusações e afirma estar à disposição das autoridades para esclarecer todos os fatos levantados durante a operação.
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