
A cantora catarinense MC Pipokinha foi condenada pela Justiça de Mato Grosso do Sul ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos após uma apresentação realizada em Corumbá, no interior do estado.
A decisão está relacionada ao evento “Esquenta do Magrão”, realizado em fevereiro de 2023, em uma área pública da cidade. Durante o show, a artista teria aparecido parcialmente despida, enquanto dançarinos participavam de movimentos e encenações de cunho sexual.
A apresentação ocorreu sobre um trio elétrico, em um espaço aberto e com grande visibilidade. Segundo a análise feita no processo, as cenas podiam ser acompanhadas pelo público do evento, por pessoas que circulavam nas proximidades e até por quem estava em uma escola localizada perto do local. Adolescentes, incluindo jovens com cerca de 14 anos, estavam entre os espectadores.
Além de MC Pipokinha, outras quatro pessoas ligadas à organização da festa também foram condenadas. Cada uma deverá pagar R$ 15.525, elevando o valor total das indenizações para R$ 162,1 mil.
A Justiça considerou que o conteúdo apresentado ultrapassou os limites da liberdade artística naquele contexto, principalmente pela presença de adolescentes e pela exposição de atos de natureza sexual em espaço público. Também foi apontado que os responsáveis pelo evento deveriam ter adotado medidas para restringir o acesso do público infantojuvenil às cenas.
O valor das condenações será destinado ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Corumbá.
Natural de Tubarão, no Sul de Santa Catarina, MC Pipokinha ganhou projeção nacional por apresentações e músicas de conteúdo explícito. A cantora anunciou, em julho deste ano, que pretende retomar a agenda de shows a partir de janeiro de 2027.
Imagem: Redes Sociais / Reprodução
