
Promotoria aponta negligência e sofrimento extremo do animal, que precisou de atendimento veterinário após ingerir entorpecentes dentro da residência da acusada.
O caso da cachorrinha Antonieta, que mobilizou equipes de resgate e causou grande repercussão em Santa Catarina, ganhou um novo desdobramento judicial. O Ministério Público de Santa Catarina denunciou formalmente a ex-tutora do animal pelo crime de maus-tratos após a filhote, então com apenas três meses de idade, ingerir cerca de 55 porções de crack em uma residência localizada no bairro Jarivatuba, em Joinville.
Segundo a denúncia apresentada pela 21ª Promotoria de Justiça, a conduta da mulher expôs a cadela a intenso sofrimento físico, provocando lesões graves e colocando sua vida em risco. A promotora responsável pelo caso sustenta que houve omissão e negligência por parte da acusada, permitindo que o animal tivesse acesso ao entorpecente.
O episódio veio à tona após a filhote apresentar sinais graves de intoxicação. Durante as investigações, a mulher admitiu ter utilizado a cachorrinha para esconder a droga e também revelou manter aproximadamente 16 gramas de cocaína em casa com finalidade de comercialização.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu à Justiça que a acusada perca definitivamente a guarda de Antonieta. A Promotoria também requereu a fixação de indenização mínima de R$ 38.362,02, valor destinado a custear despesas médico-veterinárias e reparar danos morais e materiais causados ao animal.
Após ser resgatada e receber atendimento especializado, Antonieta passou a viver em segurança. A filhote foi adotada por um policial que participou da ocorrência e acompanhou de perto sua recuperação.
Foto: Lillian Van Den Boom/Arquivo Pessoal e Polícia Militar.
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