
Um adolescente de 16 anos ajudou a desmontar um suposto plano de homicídio contra uma servidora da Casa Lar de Abatiá, no Norte do Paraná, depois de encontrar mensagens no celular da própria mãe. A mulher, de 41 anos, foi presa preventivamente na última sexta-feira (10), suspeita de encomendar a morte da funcionária.
A Casa Lar abriga crianças e adolescentes afastados das famílias por decisão judicial. De acordo com a investigação, o possível crime estaria ligado à perda da guarda dos três filhos da mulher, encaminhados à instituição após denúncias de maus-tratos, falta de alimentação adequada e ausência escolar.
Mesmo com os filhos acolhidos, o adolescente seguia visitando os pais. Em uma dessas idas à casa, ele teria ouvido que a mãe planejava matar uma funcionária da Casa Lar. Depois, encontrou conversas no celular dela com um intermediário, nas quais eram discutidos detalhes do suposto crime.
Nesse diálogo, a mulher mencionava o local onde a servidora costuma deixar o carro e tratava do pagamento de R$ 3 mil pelo serviço, indicando a data em que poderia pagar. Em uma das mensagens, falava em “tirar uma pessoa do mapa” ao se referir à vítima e culpava a funcionária por “ter tomado os filhos” e influenciado o promotor.
As mensagens foram apagadas do aparelho da suspeita, mas o intermediário entregou à Polícia Civil capturas de tela do conteúdo e colaborou com o inquérito, afirmando que queria ver até onde a mulher iria na negociação. Ele não foi preso.
Após descobrir as conversas, o jovem procurou diretamente a servidora que seria alvo do plano. Juntos, eles acionaram a Polícia Civil. A funcionária não sofreu nenhum ataque e passa bem. Para preservar o adolescente e a vítima, os nomes não foram divulgados.
O marido da suspeita também é investigado por possível envolvimento, mas segue em liberdade. O inquérito está em fase de conclusão e será encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que vai decidir sobre eventual denúncia. A mulher pode responder por tentativa de homicídio qualificado, com motivação considerada torpe e promessa de recompensa.
Imagem: Redes Sociais / Reprodução /Polícia Civil PR

