
Um novo relatório da NOAA, órgão de monitoramento climático dos Estados Unidos, indica alta probabilidade de que o El Niño alcance intensidade considerada “muito forte” entre outubro e dezembro, período que marca a primavera e o começo do verão no Hemisfério Sul.
Em Santa Catarina, os efeitos desse aquecimento no Pacífico já aparecem nas projeções. Técnicos da Defesa Civil estadual e da Epagri/Ciram alertam para chuvas mais frequentes e volumosas nas próximas semanas, com tendência de maior impacto à medida que a primavera se aproxima.
Os modelos climáticos analisados para o inverno e a primavera apontam precipitação acima da média em grande parte do território catarinense. Com isso, aumenta o risco de temporais, alagamentos, enxurradas e deslizamentos, principalmente em áreas já conhecidas pela vulnerabilidade.
O monitoramento das condições do oceano e da atmosfera é feito continuamente pelo Fórum Climático Catarinense e por instituições parceiras, que avaliam o avanço do fenômeno e atualizam os cenários para o estado.
O relatório também reforça a chance de o El Niño atingir um patamar historicamente elevado, com a possibilidade de entrar na categoria chamada de “Super El Niño”, quando a temperatura da superfície do Pacífico Equatorial fica pelo menos 2°C acima da média registrada desde 1950.

