
Investigação aponta cobrança de 3% sobre pagamentos feitos pela prefeitura a empresa responsável pela alimentação da rede municipal
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o GAECO, realizou na manhã desta quinta-feira (7) uma nova fase de investigação sobre supostas irregularidades em contratos de merenda escolar em Blumenau. A ação faz parte da Operação Arbóreo, conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina.
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços de Blumenau, Indaial e Araucária. A investigação apura suspeitas de fraude em licitações e pagamento de propina envolvendo contratos de fornecimento de refeições para escolas da rede pública municipal.
Segundo o Gaeco, agentes públicos ligados aos primeiros escalões da administração municipal mantinham um esquema fixo de cobrança de vantagens ilícitas sobre os pagamentos feitos à empresa investigada. O percentual cobrado seria de 3% sobre cada valor liberado pela prefeitura.
As apurações indicam que, entre junho de 2022 e dezembro de 2024, o total movimentado pelo esquema pode ter ultrapassado R$ 3,6 milhões. O contrato com a empresa foi encerrado pela Prefeitura de Blumenau em janeiro deste ano.
De acordo com os investigadores, os envolvidos acompanhavam em tempo real a liberação dos pagamentos públicos. Após a quitação das notas, um operador fazia viagens rápidas até a sede da empresa, em Araucária, para retirar o dinheiro em espécie. A distribuição dos valores acontecia em locais variados, como estacionamentos, supermercados e residências, numa tentativa de evitar suspeitas.
Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e organização criminosa. Equipamentos eletrônicos e documentos recolhidos durante a operação serão analisados pela Polícia Científica de Santa Catarina. O processo tramita sob segredo de justiça.
Foto: Gaeco/Divulgação
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