
O laudo pericial produzido pela Polícia Científica de Santa Catarina apontou a existência de diversas falhas nos atendimentos prestados a Maria Luiza Bogo Lopes, jovem de 18 anos que morreu junto com seu bebê após buscar socorro médico por quatro vezes consecutivas sem receber o tratamento adequado. A conclusão foi confirmada pelo delegado Ícaro Malveira, responsável pela condução das investigações do caso.
De acordo com o delegado, o trabalho pericial, que se debruçou sobre os prontuários médicos da gestante, foi conduzido com rigor e profundidade, permitindo reconstruir com clareza o que ocorreu em cada uma das passagens de Maria Luiza pelo Hospital Beatriz Ramos, em Indaial. A análise identificou indícios de negligência especificamente na segunda e na terceira visita da jovem à unidade hospitalar, momentos em que, segundo a perícia, o atendimento não correspondeu à gravidade do quadro clínico apresentado.
Os detalhes precisos sobre a natureza de cada falha ainda não foram divulgados publicamente, uma vez que todos os procedimentos serão agora submetidos à apuração formal pela Polícia Civil, que dará continuidade à investigação com base nas conclusões periciais.
Um dado relevante já está confirmado: Maria Luiza estava com dengue hemorrágica, diagnóstico que consta nos registros do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, para onde a jovem foi transferida em estado crítico e onde veio a óbito.
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