
Poucas horas após ser detida em Florianópolis, a advogada e influenciadora digital Gabriela Vieira Serafin, conhecida como “advogata” nas redes sociais, deixou o presídio para cumprir prisão domiciliar por decisão da Justiça em Santa Catarina.
Gabriela foi localizada na noite de sexta-feira (19), durante uma abordagem de rotina da Polícia Militar no bairro Pantanal. Ao consultar os sistemas, os policiais identificaram um mandado de prisão em aberto contra ela, relacionado a uma investigação sobre uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas na capital. Após a confirmação da ordem judicial, a advogada foi levada ao Presídio Feminino da cidade.
Na audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão preventiva em prisão domiciliar. Entre os argumentos considerados está o fato de Gabriela ser mãe de uma criança menor de 12 anos diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), o que pesou para que ela pudesse responder à acusação em casa, sob restrições.
Em nota, a defesa afirmou que não irá se pronunciar publicamente sobre o caso, destacando que o processo corre em segredo de justiça e que qualquer esclarecimento será apresentado apenas nos autos.
Gabriela ganhou grande projeção nas redes ao comentar temas de Direito Penal, explicar decisões judiciais e falar sobre casos de repercussão utilizando linguagem informal e conteúdo voltado ao público leigo.
Ela é ré em uma ação penal conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina, no âmbito da Operação Quebra de Comando, que mira uma suposta facção envolvida com o tráfico na região da Tapera, no Sul da capital. Investigações apontam que a advogada teria posição de liderança dentro do grupo.
O mandado de prisão temporária contra Gabriela foi expedido em 13 de abril, com base na acusação de tráfico de drogas, crime que pode resultar em pena de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa.
Imagem: Redes Sociais /serafingabriela

