
A morte de Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, grávida de 28 semanas, está gerando comoção e revolta em Indaial.Os primeiros sinais de que algo estava errado surgiram no dia 28 de março. Dois dias depois, a jovem se dirigiu ao Hospital Beatriz Ramos, onde recebeu medicação e foi dispensada — isso aconteceu mais de uma vez, mesmo com resultados de exames apontando alterações preocupantes no quadro clínico.
Diante da piora progressiva e sem encontrar respostas satisfatórias no hospital, Maria Luiza recorreu à unidade básica de saúde do bairro Tapajós. Foi lá que os profissionais de saúde perceberam a gravidade real da situação. Em estado crítico, ela foi transferida em veículo da Prefeitura de Indaial, com acompanhamento de enfermagem, para nova tentativa de atendimento hospitalar. O diagnóstico que se confirmou era de sepse — infecção generalizada. A situação exigiu transferência imediata para Blumenau, onde uma cesariana de emergência foi realizada em apenas seis minutos. O bebê nasceu sem sinais vitais, e Maria Luiza veio a óbito pouco depois.
A mãe da jovem, denunciou com indignação o que considera falha grave na condução dos atendimentos. Ela revelou que, no último documento emitido pelo hospital às 4h22 da manhã, o médico havia registrado o diagnóstico de gastroenterite não infecciosa e encaminhado a filha para casa. Horas depois, antes mesmo do meio-dia, a mesma mãe era informada por outro médico de que a jovem estava em sepse.
O caso levanta questionamentos sobre a condução dos atendimentos e é investigado diante da suspeita de possível negligência médica.
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