
A pequena Lara precisou ser entubada e transferida às pressas por uma UTI aérea para Florianópolis; após dias de angústia, a criança apresenta evolução positiva.
O Momento do Acidente
O que era para ser um fim de tarde tranquilo em família transformou-se em um verdadeiro pesadelo na noite de sexta-feira, 27 de fevereiro, no interior de Chapecó (SC). A mãe preparava a mesa para o café da noite com seus dois filhos, uma rotina comum que foi interrompida em fração de segundos.
Enquanto a mãe dava as costas rapidamente para buscar xícaras na pia, a pequena Lara, de apenas 1 ano e 1 mês, que brincava embaixo da mesa, puxou a toalha. O movimento inocente fez com que vários objetos desabassem, incluindo uma leiteira cheia de leite recém-fervido.
O líquido escaldante atingiu em cheio a criança, provocando queimaduras severas na cabeça, no pescoço e nos ombros. O choro desesperador da bebê alertou a mãe, que, em pânico, correu para a casa da avó da criança, logo ao lado. Como o pai estava no trabalho, a família precisou contar com a solidariedade e a agilidade dos vizinhos para levar Lara à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.
Corrida Pela Vida e Transferência Aérea
A gravidade da situação ficou evidente assim que a bebê deu entrada no Hospital da Criança Augusta Muller Bohner, para onde foi rapidamente encaminhada. O calor do líquido causou um inchaço perigoso na traqueia de Lara, comprometendo severamente suas vias respiratórias.
Para salvar a vida da menina, a equipe médica precisou realizar uma intubação de emergência. Com cerca de 40% do corpo queimado e necessitando de cuidados altamente especializados, iniciou-se uma corrida contra o tempo para transferi-la.
A solução foi acionar uma UTI aérea. Lara foi transportada de avião, sob cuidados intensivos de uma equipe médica, cruzando o estado até o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, referência no tratamento de queimados.
Esperança e Recuperação
Os primeiros dias na capital foram de extrema tensão. Lara permaneceu sedada e respirando por aparelhos durante três dias. No entanto, a força da pequena paciente começou a se mostrar: os médicos conseguiram retirar os tubos respiratórios com sucesso e, segundo a família, ela vem respondendo muito bem às medicações.
Apesar da evolução positiva na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a jornada de recuperação ainda é longa e não há previsão de alta. A equipe médica avalia cuidadosamente a necessidade de realizar enxertos de pele nas áreas mais afetadas.
Enquanto isso, a mãe permanece em Florianópolis, dedicando-se integralmente à filha. Para arcar com os custos de estadia na capital, roupas, produtos médicos específicos e os futuros tratamentos dermatológicos, a família organizou uma vaquinha online, que tem sido fundamental para manter a esperança e o suporte neste momento delicado.
Imagem: Reprodução

