
Levantamento mostra gasto médio mensal de R$ 4.180 no estado, quase R$ 700 acima da média nacional
Viver em Santa Catarina está entre as realidades mais caras do país. É o que revela um levantamento realizado pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, que posiciona o estado como o quarto com maior custo médio de vida no Brasil. Segundo o estudo, os catarinenses desembolsam, em média, R$ 4.180 por mês para cobrir despesas básicas.
O valor supera em aproximadamente R$ 660 a média nacional, estimada em R$ 3.520 mensais. A pesquisa foi conduzida entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e avaliou os principais gastos das famílias brasileiras, destacando as despesas essenciais que mais comprometem o orçamento.
No ranking nacional, o Distrito Federal lidera com o custo mais elevado, alcançando R$ 4.920 por mês. Em seguida aparecem Paraná (R$ 4.300) e São Paulo (R$ 4.270). Santa Catarina ocupa a quarta posição, consolidando a Região Sul entre as áreas de maior pressão financeira do país.
Entre os principais gastos no estado, a moradia representa a maior fatia, com média de R$ 1.380 mensais, incluindo aluguel, financiamento ou condomínio. Na sequência está o supermercado, com despesa média de R$ 1.140. Educação soma cerca de R$ 750 por mês, enquanto saúde e atividades físicas chegam a R$ 570. Já o lazer representa aproximadamente R$ 450 no orçamento.
A pesquisa também aponta que o Sul apresenta índices elevados em categorias como transporte e vestuário. O contraste regional chama atenção principalmente na moradia: no Nordeste, o gasto médio é de R$ 800, valor cerca de 73% inferior ao registrado em Santa Catarina.
Especialistas em educação financeira alertam que, quando despesas fixas consomem grande parte da renda, sobra pouco espaço para imprevistos ou ajustes no orçamento. O estudo revela ainda que apenas 19% dos brasileiros dizem ter facilidade para administrar as próprias finanças, o que amplia o risco de endividamento em cenários de custo elevado.
Apesar disso, a mudança de cidade não surge como alternativa predominante. Apenas 10% dos entrevistados afirmaram considerar se mudar em 2026 para reduzir despesas, indicando que a principal estratégia tende a ser a reorganização financeira dentro da própria realidade.
📷 Ilustrativa
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