
Investigação aponta superfaturamento e uso da Justiça para elevar custos de procedimentos médicos
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a Operação Dose Extra para investigar um esquema de fraudes envolvendo cirurgias pagas pelo plano de saúde dos servidores estaduais, o SC Saúde. A apuração indica prejuízo inicial de cerca de R$ 6 milhões aos cofres públicos.
O caso teve origem em uma auditoria do governo estadual, que identificou indícios de irregularidades e encaminhou as informações às autoridades. A partir daí, os investigadores passaram a mapear a atuação de um grupo suspeito de manipular custos de procedimentos.
Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, principalmente em Florianópolis, além de ações em Palhoça e Joinville. Também houve diligências em outros estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins.
Segundo a Polícia Civil, o esquema envolvia médicos, empresários e advogados sem vínculo com o plano. A estratégia consistia em recorrer à Justiça após negativas administrativas do SC Saúde. Nos processos, eram apresentados orçamentos inflados de órteses, próteses e materiais especiais, com valores muito acima do mercado.
As investigações apontam ainda que empresas ligadas ao mesmo grupo eram usadas para simular concorrência e justificar os preços elevados. Em um dos casos analisados, uma cirurgia estimada em R$ 29 mil ultrapassou R$ 600 mil após decisão judicial.
Por determinação da Justiça, foram apreendidos 35 veículos, duas motos aquáticas e uma embarcação. Também houve bloqueio de bens e valores até R$ 10 milhões, além da proibição de cinco empresas investigadas firmarem contratos com o Estado.
Os suspeitos respondem por organização criminosa e estelionato majorado. O material recolhido será analisado para ampliar o alcance da investigação e identificar outros possíveis envolvidos. Ao final, a apuração deve detalhar a extensão do esquema e o impacto causado ao sistema público.
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Foto: Divulgação/PCSC
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