
Santa Catarina vive um cenário de preocupação com o avanço da meningite ao longo de 2025. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde revelam que, até outubro, 36 casos da doença foram confirmados — número que já supera todas as ocorrências registradas em 2024, quando o estado contabilizou 28 diagnósticos.
A situação se agrava com o aumento expressivo de mortes: sete óbitos foram registrados este ano, mais que o dobro dos três ocorridos no ano anterior. A progressão acompanha um crescimento gradual identificado nos últimos cinco anos, com números que saltaram de 14 casos em 2021 para quase o triplo em 2025.
As autoridades de saúde reforçam que o Programa Nacional de Imunizações oferece, gratuitamente, diversos imunizantes capazes de prevenir formas graves da doença, como as vacinas Meningocócica C, ACWY, BCG e Pneumocócica. Crianças, adolescentes e grupos vulneráveis continuam sendo o foco das campanhas de vacinação, amplamente disponíveis nas unidades básicas do estado.
A região Serrana concentra o maior índice de infecções (16,67%), seguida pela região Nordeste (13,89%). A faixa etária mais afetada está entre 30 e 39 anos, representando mais de um quarto dos casos. O sorogrupo C é o mais letal — responsável por quase metade das mortes em 2025 — e possui proteção disponível no SUS.
Especialistas alertam que a meningite é uma doença de evolução rápida, marcada por sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, manchas vermelhas na pele e alterações de consciência. Em bebês, irritação, febre e dificuldade para mamar podem ser sinais preocupantes.
Além da vacinação, medidas como manter ambientes ventilados, reforçar a higiene das mãos, desinfetar superfícies e evitar o compartilhamento de objetos pessoais seguem essenciais para frear a transmissão da doença no estado.
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