
A terça-feira, 31 de março, marcou uma mudança importante na trajetória política do ex-prefeito de Indaial, André Moser. Ele oficializou sua saída do cargo de adjunto na Secretaria de Estado do Turismo e também se desligou do PL, partido ao qual havia se filiado ainda durante sua gestão à frente do Executivo municipal.
No mesmo dia, Moser assinou a ficha de filiação ao Republicanos em Santa Catarina, consolidando uma reconfiguração de seu projeto político. A mudança de sigla foi construída com base em critérios de viabilidade eleitoral. Com o PL concentrando um grande número de nomes já detentores de mandato, o ex-prefeito aceitou o convite do governador Jorginho Mello para migrar ao Republicanos e, assim, aumentar suas chances de disputar e conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2026.
A decisão foi amparada por projeções numéricas. No PL, o cálculo interno aponta que um candidato precisaria superar a marca de 38 mil votos para escapar do risco de ficar como suplente. Já no Republicanos, estimativas indicam que o quociente eleitoral da sigla deve permitir a eleição de um deputado estadual com aproximadamente 20 a 25 mil votos. Nesse cenário, Moser entra com vantagem: levantamentos internos e sondagens políticas o colocam na faixa de 30 mil a 35 mil votos em todo o Estado, o que o credencia como um dos principais nomes para ocupar uma das três vagas que o partido deve alcançar no Parlamento catarinense.
A leitura do cenário partidário para 2026, entre articuladores políticos, é a seguinte: o PL tende a eleger cerca de 14 deputados estaduais, o partido Novo deve chegar a três ou quatro cadeiras, enquanto o Republicanos projeta ocupar três assentos na Alesc. Dentro desse arranjo, André Moser desponta como o único pré-candidato da região do Médio Vale do Itajaí (excluindo Blumenau) com reais condições de assegurar um mandato.
A força política de Moser se apoia, sobretudo, na sua base consolidada em Indaial. Ele conta com o respaldo do atual prefeito, Silvio César da Silva, do vice-prefeito, Jonas Lima, e de todo o grupo político que acumulou vitórias em três eleições municipais consecutivas no município. Essa estrutura local é combinada com articulações em cidades vizinhas, como Timbó, Pomerode, Blumenau, Rodeio, Benedito Novo e Ascurra, além de contatos políticos no Alto Vale do Itajaí e em regiões do litoral catarinense.
Na prática, o movimento de mudança partidária combina dois elementos centrais: cálculo numérico e representação regional. Ao mesmo tempo em que melhora o cenário de votos necessários para a eleição, a estratégia reforça a presença política do Médio Vale no debate estadual. Do ponto de vista político, a operação é considerada bem construída e, entre aliados e analistas, vista como um passo consistente na consolidação do projeto de Moser rumo à Assembleia Legislativa.
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