
A Argentina amanheceu nesta quinta-feira (19) sob os efeitos de uma greve geral convocada pela Confederación General del Trabajo (CGT). A paralisação começou à meia-noite e ocorre no mesmo momento em que têm início, na Câmara dos Deputados, as discussões sobre a reforma trabalhista apresentada pelo governo do presidente Javier Milei. O projeto já recebeu aval do Senado e agora avança para nova etapa de tramitação.
O governo argentino pretende levar o texto ao plenário no próximo dia 25 de fevereiro, com a expectativa de concluir a votação até 1º de março. A proposta tem gerado forte reação de centrais sindicais e movimentos sociais, que alegam possíveis impactos sobre direitos trabalhistas.
A mobilização nacional acontece após uma sequência recente de protestos que terminaram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança, além de registros de detenções. Novos atos públicos são esperados ao longo dos próximos dias.
Diante do clima de tensão, o Ministério da Segurança orientou veículos de imprensa a adotarem medidas adicionais de proteção durante a cobertura, incluindo a delimitação de uma área exclusiva para jornalistas, em razão do risco de novos episódios de violência.
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