
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária se reúne nesta sexta-feira (15) para analisar o recurso apresentado pela Química Amparo, fabricante da marca Ypê, contra a suspensão de 23 de seus produtos. A decisão pode definir se itens como detergentes, sabão líquido para roupas e desinfetantes voltam às prateleiras ou continuam fora do mercado.
A suspensão foi determinada após uma fiscalização realizada em abril, quando inspetores da Anvisa encontraram 76 irregularidades na unidade produtiva da empresa. O problema mais grave foi a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos. O micro-organismo é especialmente perigoso para pessoas com o sistema imunológico comprometido, podendo provocar infecções no trato urinário e no sistema respiratório.
A análise do recurso estava programada inicialmente para quarta-feira (13), mas foi retirada de pauta pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, para dar tempo a reuniões técnicas com a empresa. A expectativa era de que a Química Amparo apresentasse, na quinta-feira, um plano de ações corretivas capaz de sanar as falhas identificadas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle sanitário.
Mesmo com a possibilidade de liberação em análise, a Ypê ainda não retomou a fabricação dos produtos afetados. Em nota, a empresa afirmou manter “diálogo contínuo, técnico e colaborativo” com a agência reguladora enquanto busca uma solução definitiva para a crise.
A produção da marca segue paralisada há mais de uma semana.
Imagem: Edi Sousa/AtoPress/

