
Santa Catarina registrou avanço significativo no combate ao furto de veículos. Em dez anos, as ocorrências caíram 62%, passando de 15.783 casos em 2015 para cerca de 7 mil no último ano, uma média de 19 por dia. Mas enquanto os números recuam, um novo desafio surge: quadrilhas altamente especializadas que furtam carros de luxo em questão de minutos, usando equipamentos sofisticados adquiridos no Paraguai por até R$ 30 mil.
Segundo o delegado Diego Azevedo, da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, os criminosos utilizam dispositivos capazes de clonar chaves de presença de caminhonetes como a Hilux em menos de um minuto. Os veículos de luxo, avaliados acima de R$ 300 mil, geralmente são levados à fronteira e trocados por armas e drogas ou revendidos ilegalmente.
O veículo mais furtado do estado segue sendo o Chevrolet Corsa Wind, com 1.441 registros em uma década, destinado principalmente ao desmanche em autopeças clandestinas. Para combater esse mercado ilegal, a Operação 311 atua permanentemente desde 2022, já fiscalizando 130 estabelecimentos e prendendo 70 empresários. Hoje, 95% das autopeças roubadas são comercializadas pela internet.
As cidades com maior índice de ocorrências são Balneário Camboriú, Chapecó, Itapema, Itajaí e Joinville, esta última apontada como base de quadrilhas que saem para furtar em todo o litoral catarinense.

