
Na tarde desta quinta-feira (29), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou em Indaial, a chamada “Operação Contraluz”, voltada ao combate ao uso ilegal de câmaras de bronzeamento artificial por radiação ultravioleta.
A ação foi conduzida em apoio à investigação da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Indaial, com ordens judiciais expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Blumenau. Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em imóveis do município.
Durante as diligências, os agentes localizaram e recolheram equipamentos de bronzeamento por radiação UV, além de registros de atendimentos, produtos e valores que, segundo o Ministério Público, estariam relacionados à prática do serviço proibido. Todo o material será encaminhado para análise pericial e deve subsidiar a continuidade das investigações.
Conforme apurado, as câmaras funcionavam em residências adaptadas exclusivamente para a atividade, em uma tentativa de dificultar a fiscalização da Vigilância Sanitária. A apuração também identificou a divulgação dos procedimentos em redes sociais, com publicação de imagens de clientes e resultados dos atendimentos.
O uso de câmaras de radiação ultravioleta para fins estéticos é vetado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por representar riscos à saúde pública. O nome da operação faz referência ao caráter oculto da atividade, que ocorria em ambientes fechados e fora do alcance dos órgãos de controle.
O trabalho contou ainda com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal. As autoridades seguem apurando o caso para identificar possíveis outros envolvidos e a existência de uma rede de atuação irregular.
Imagem: PCSC
