
A apuração sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha segue mobilizando autoridades em Florianópolis. O animal foi brutalmente agredido a pauladas na Praia Brava, e o caso de maus-tratos gerou comoção nas redes sociais e na comunidade local.
De acordo com a 10ª Promotoria de Justiça, os adolescentes apontados como suspeitos devem ser ouvidos pelo Ministério Público nos próximos dias. A expectativa é que a DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) conclua o inquérito em breve e encaminhe o material ao MP para análise.
Após a oitiva e a avaliação das provas reunidas pela Polícia Civil, o Ministério Público poderá definir quais medidas socioeducativas serão aplicadas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entre as possibilidades estão advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou, em situações mais graves, internação.
Paralelamente, a 32ª Promotoria de Justiça da Capital acompanha a possibilidade de enquadramento do episódio como crime ambiental. A Delegacia de Proteção Animal (DPA) também investiga se houve participação de pessoas maiores de idade na ocorrência.
O caso reacende o debate sobre a proteção dos animais e a responsabilização de envolvidos em atos de violência, especialmente quando há suspeita da participação de adolescentes.
Imagem: Reprodução
