
Uma operação preventiva das forças de segurança impediu o avanço de um possível plano de ataque com uso de artefatos explosivos no Rio de Janeiro e resultou na prisão de três pessoas suspeitas de integrar um grupo que se autodenominava “Geração Z”. A ação foi realizada nesta segunda-feira (2), após investigações apontarem atividades de radicalização, recrutamento e preparação técnica para a fabricação de bombas artesanais.
De acordo com as autoridades, os suspeitos atuavam principalmente em ambientes digitais, onde mantinham canais de comunicação fechados e utilizavam linguagem codificada para trocar informações sobre aquisição de insumos e testes de artefatos caseiros. Durante o cumprimento dos mandados, materiais considerados sensíveis foram apreendidos e passarão por perícia.
As apurações indicam que o grupo vinha estruturando uma rede de influência voltada à disseminação de conteúdos extremistas, com foco na aproximação de novos integrantes, especialmente jovens. A estratégia envolvia a exaltação da violência e a construção de narrativas de confronto contra instituições públicas.
Embora não houvesse uma data definida para a execução de qualquer ação, os investigadores destacaram que o estágio de preparação já representava risco concreto à segurança, o que motivou a intervenção antecipada. O nome adotado pelo grupo, segundo a polícia, teria sido escolhido para gerar identificação e atrair atenção nas redes sociais, independentemente da faixa etária real dos envolvidos.
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