
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, entre os dias 28 e 29 de janeiro de 2026, uma ampla ofensiva contra a comercialização de produtos piratas que resultou na retirada de cerca de 45 mil itens contrafeitos do mercado. As mercadorias, avaliadas em aproximadamente R$ 2,3 milhões, estavam distribuídas em lojas e veículos ligados a redes de “outlets” que atuavam em diferentes regiões do estado.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais e Crimes contra as Relações de Consumo (DCAC/DEIC), que vinha acompanhando, ao longo das últimas semanas, a estrutura de abastecimento e revenda desses grupos. O mapeamento permitiu identificar pontos de venda, rotas de transporte e centros de distribuição utilizados para escoar os produtos falsificados.
A operação ocorreu em três frentes simultâneas. No dia 28, policiais fiscalizaram duas lojas no centro de Jaraguá do Sul. No dia seguinte, uma terceira unidade foi alvo de inspeção em Biguaçu, na Grande Florianópolis. Paralelamente, o trabalho de inteligência levou à abordagem de dois caminhões carregados com mercadorias irregulares, interceptados em Jaraguá do Sul e em São José, o que ampliou de forma expressiva o volume apreendido.
Entre os itens recolhidos estavam calçados, peças de vestuário, perfumes, bonés, relógios e acessórios que ostentavam marcas de alcance internacional. Também foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que servirão de base para o aprofundamento das investigações e a identificação de outros envolvidos.
A força-tarefa contou com a participação do Conselho Estadual de Combate à Pirataria (CECOP), PROCON estadual e municipal, Receita Estadual, representantes de marcas e o apoio de unidades da Polícia Civil e da Polícia Militar. As autoridades destacam que a venda de produtos falsificados prejudica a economia formal, afeta a arrecadação de impostos e pode expor consumidores a riscos, já que esses itens não seguem padrões de qualidade e segurança.
Os responsáveis poderão responder por crimes contra a propriedade imaterial, relações de consumo, ordem tributária e associação criminosa. A Polícia Civil afirma que a operação reforça o compromisso de combater a criminalidade econômica e proteger o mercado legal e os direitos do consumidor em Santa Catarina.
Imagem: PCSC
