
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio do Itamaraty, comunicou formalmente à embaixada dos Estados Unidos que está devolvendo a carta enviada pelo presidente norte-americano Donald Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, Trump impõe uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros, justificando a medida com base em alegações sobre a balança comercial entre os dois países.
A situação foi tratada em uma reunião oficial conduzida pela embaixadora Maria Luisa Escorel, responsável pelas relações brasileiras com a América do Norte e Europa. O encontro foi convocado após o governo brasileiro tomar conhecimento da existência da carta por meio da imprensa, e não por vias diplomáticas regulares. Escorel solicitou esclarecimentos ao representante norte-americano presente, questionando a autenticidade do documento. Ao ser confirmada sua veracidade, a embaixadora informou que o Brasil considerava a carta inaceitável e a estava formalmente devolvendo ao governo dos EUA.
Fontes internas do Itamaraty, com conhecimento direto do teor da conversa, relataram que a embaixadora classificou a correspondência como “ofensiva”, “inaceitável” e recheada de “informações inverídicas” a respeito da realidade comercial entre os dois países. Em resposta à medida anunciada por Trump, Lula se pronunciou nas redes sociais afirmando que o Brasil adotará medidas baseadas na lei da reciprocidade, o que indica que uma reação equivalente poderá ser tomada contra produtos norte-americanos.
A tensão diplomática gerada pelo episódio expõe um novo atrito nas relações comerciais entre os dois países e deve ter desdobramentos nos próximos dias, à medida que o governo brasileiro avalia sua resposta formal.
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